"Do ponto de vista psicológico, Charles Ward era singular. Sua loucura não tinha nenhuma afinidade com qualquer caso já registrado, inclusive nos tratados mais recentes e abrangentes, e se combinava a uma energia mental que o tornaria um gênio ou um líder não tivesse degenerado em formas estranhas e grotescas."

A Necessidade da Gramática - Uma Abordagem Fisiológica

Não desprezo os defensores da anarquia lingüística. Para falar a verdade, nem os ouço daqui, da biblioteca de minha torre de marfim na qual elaboro meus pequenos tratados e artigos cietíficos em latim (sempre em latim), antes de repassá-los ao meu pombo Hermes, que trata de arremessá-los sobre as cabeças de estudantes nerds - invariavelmente partindo ao meio a armação seus óculos.

Mas Jivago onde não deveria, até porque minha vida não é lá muito interessante.

Dizem, estes amiguinhos do erro gramatical, que nostra língua é bonitinha quando sai toda erradinha e que é assim que deve ser mesmo, erradinha. Mas será que dá para levar a sério alguém que escreve, por exemplo, rizível - assim mesmo, com zê no lugar do esse? Não, olhe, imagine só:

rizível como estes neoconservadores (...)"

Ou ainda:

"Observe como os defensores da gramática são criaturas acéfalas e rizíveis"

Até quem considera argumentos anárco-lingüístas sãos (e não devem ser poucos, acho), daria rizadinhas abafadas diante de uma situação constrangedora deste tipo. Você mesmo aí, é, isso, deve ter dado uma risadinha ou no mínimo uma coçadinha no olho.

Acredito que nenhum argumento possa vencer risinhos e coçadinhas no olho, pois não?

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